segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


Dia 18 de Janeiro saíram os indicados ao Blog de Ouro 2009, premiação da Sociedade Brasileira de Cinéfilos Blogueiros que eu entrei recentemente.

Aqui vou fazer uma análise da lista, de alguns indicados, as belas surpresas e as más surpresas.

1. Melhor Filme

Como era de ser esperar os franco favoritos Onde os fracos não têm vez, Sangue Negro e O Cavaleiro das Trevas figuraram entre os indicados. Desejo e Reparação foi uma bela surpresa. O que não me agrada é a ideia de ver uma animação concorrendo na categoria principal, para isso existe sua própria categoria, por mais brilhante que ela seja, como é o caso de Wall*e.

2. Melhor Direção

Na categoria de melhor direção, nada mais do que o esperado, mas muito bem formulada.

3. Melhor Atriz

Ótimas surpresas, Anamaria Marinca e Julianne Moore entre as indicadas. Ótimo. Laura Linney numa performance super inspirada por A Família Savage também foi lembrada. Ellen Page e Julie Christie já eram de esperar.

4. Melhor Ator

Philip Seymour Hoffman justamente lembrado pelo seu desempenho em Antes que o diabo saiba que você está morto, foi uma ótima surpresa. Jhonny Depp infelizmente, assim como no Oscar, foi lembrado pelo desempenho pífio e banal por Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

5. Melhor Roteiro Adaptado

Entre os indicados nenhuma surpresa, os belos roteiros de Sangue Negro, Onde os fracos não têm vez, Na Natureza Selvagem, Desejo e Reparação e O Escafândro e a Borboleta foram lembrados. Apesar de minha torcida sempre ficar com Desejo e Reparação.

6. Roteiro Original

Ainda não vi Queime depois de ler, espero com ansiedade. Ver Vicky Cristina Barcelona entre os indicados foi ótimo, aliás vou torcer para o mesmo, um grande novo filme de Woody Allen. Antes que o diabo saiba que você está morto tamém é uma ótima surpresa. Como todos sabem não sou o maior fã de Juno, e vê-lo indicado, é uma das minhas poucas decepcões.

sábado, 10 de janeiro de 2009

O Tempo de cada um (Personal Velocity, 2002)


Quantas vezes você se perguntou, “O que move a minha vida?”, e não obteve resposta alguma?
Quantas vezes você se perguntou como seria sua vida se tivesse feito escolhas diferentes, ou ter arriscado mais?
O cinema moderno ultimamente vem estudando o motivo pelo qual somos quem somos, provas disso podemos ver em filmes como As Horas, Coisas que você pode dizer só de olhar para ela, Questão de vida, e filmes na sua maioria com temática feminina.
O mestre Ingmar Bergman já estudava a alma feminina em seus filmes, Woody Allen fez um belo estudo em Interiores, e hoje, temos seus seguidores, como Rodrigo Garcia e por vez, Rebecca Miller.

Três mulheres que, em crise, buscam encontrar algum sentido em sua vida e dar a volta por cima. Uma delas é Delia (Kyra Sedgwick), que sofre constantes agressões do marido mas não o abandona por ainda amá-lo. Greta (Parker Posey) é uma editora de livros de culinária que é convidada para editar o novo livro de Thavi Matola (Joel de la Fuente), um dos principais escritores da atualidade. Paula (Fairuza Balk) é uma jovem que, após quase ter morrido, se sente desorientada em relação ao mundo e ao bebê que carrega em seu ventre.


Kyra Sedqwick, que interpreta Delia, expõe uma grande força em cena, compõe uma personagem explosiva, porém com um brilho inocente no olhar, de mulher sofrida, é uma performance inteligente, bem trabalhada. Ao conhecermos Delia, vemos uma mulher forte, determinada e com um temperamento forte, porém Kyra faz muito mais do que isso, imprime em sua personagem algo único, melancólico e sofrido, verdadeiro. Parker Posey, na performance mais incrível de sua carreira, trabalha sutilmente com todas as nuances de sua personagem, acompanha cada fase, desde a culpa por não amar verdadeiramente o seu doce marido até o leve toque de ambição que herdou do seu pai, a forma que reage ao ser promovida. É um personagem bem escrito e bem interpretado. Mas, o grande destaque do filme é a comovente performance de Fairuza Balk, que interpreta a confusa Paula, em uma performance cheia de detalhes, em uma história aberta para todos os tipos de interpretação, até o espiritual. Sua história é sobre a chegada do amadurecimento, sobre as escolhas que fazemos (ou quase fazemos) que pode podemos nos arrepender para o resto de nossas vidas, mas ás vezes algo acontece no meio do caminho para nos socorrer, quando nem nós sabemos que estamos precisando de ajuda.


O roteiro é simples, a princípio o filme pode parecer comum, mas a competência de Rebecca Miller logo tira essa impressão. Tudo ali é tratado com humanidade, desde o roteiro até a trilha sonora de David Rohatyn, e a fotografia, que foi premiada no Independet Spirit.


O filme de estréia de Rebecca Miller saiu ovacionado e premiado de Sundance, e levanta questões simples e muito interessantes, nos faz questionar sobre a pessoa que está mais distante de nós: nós mesmos.


O que move a sua vida?

NOTA: 9,0

domingo, 2 de novembro de 2008

Eu, você e todo mundo (Me and you, and everyone we know, 2005)

De vez em quando surgem filmes independentes (ou não) que nos fazem pensar, que nos fazem analisar, e é maravilhoso quando isso acontece, porque é um sinal de que o filme nos tocou de alguma forma, e pra mim, o grande proporcionador disso tudo, é o cinema independente. É impressionante como com tão pouco, ele consegue fazer tanto.

Christine Jesperson é uma artista solitária que usa as suas visões artísticas fantásticas para atrair as suas aspirações e os seus objectos de desejo para mais perto de si. Richard Swersey (John Hawkes), um recém-divorciado e pai de dois rapazes, está preparado para acontecerem coisas extraordinárias. Mas quando conhece a cativante Christine, entra em pânico. A vida não é tão clara para Robby, o filho de 7 anos de Richard, que está a viver um romance na internet com uma estranha e o seu irmão de 14 anos, Peter, que se transforma na cobaia das raparigas da vizinhança que com ele praticam para os seus futuros romances e casamentos. Todos procuram laços através de caminhos difíceis e encontram redenção em pequenos momentos que os ligam a alguém na terra.

Eu, você e todos nós nada mais é do que um filme sobre a vida, sobre o ser humano, contando nosso cotidiano e como tudo é banal e normal. As vezes algo acontece e nos leva a pensar que só acontece com a gente, mas isso é perfeitamente normal. Um roteiro precioso e cativante, muito humano. Chega quaser indescritível, de tão subjetivo. O cinema subjetivo é fantástico, porque permite várias interpretações, e da forma como você o vê. É triste, é alegre, difícil, é fácil, é complexo, é simples, é tudo isso. E quando um diretor e roteirista chegam a esse ponto, nada mais que normal do que ovacioná-los por extrema simplicidade. Em algum momento do filme, o personagem interpretado por um garoto de 12 anos (mais ou menos), imprime o que seria apenas um monte de sinal de pontuação, mas na interpratação dele significava toda uma sociedade, andando, deitada, parada. É a prova de como Miranda July queria que interpretássemos seu filme, de forma ampla.

A diretora que ganhou 4 prêmios em Cannes pelo filme, Miranda July, sobre regular aqui, a comédia, o drama, a solidão, o sexo, de forma linda, poética e acima de tudo, humana. Uma câmera na mão, meia duzia de atores desconhecidos e ela fez um dos melhores filmes do ano.

No elenco, não tem nenhuma performance destacável, mas todos fazem o trabalho de forma homogênea e natural, como deve ser. A simplicidade é o objetivo.

A trilha sonora é um espetáculo a parte, triste, que varia conforme os sentimentos de seus personagens.

Eu, você e todos nós, é um belo exemplo do cinema independente subjetivista e recomendável àquelas que não querem mais do mesmo. Poderoso.


NOTA: 9,5

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As 10 personagens mais interessantes do cinema

1. Enid de Ghost World - Aprendendo a viver

Cabelo colorido, roupinhas estranhas e uma adolescente cheia de gênio, raiva e críticas para dar e vender, transformam e deixam mais humana a personagem interpretada (competentemente) por Thora Birch em Aprendendo a viver. Enid nada mais é do que uma xerox de todos os sentimentos de todos adolescentes em fase amadurecimento e a eterna pergunta: Quando isso vai acabar?.

2. Gelsomina de A Estrada da vida

Alguém nesse mundo pode representar a bondade em forma de ser humano? Esse alguém é Gelsomina intepretada por Guilietta Masina em A Estrada da vida, a mulher exibia uma tristeza e uma presença com um olhar, capaz de levá-lo aos prantos ou as gargalhadas, com um piscar de olhos (literalmente). O olhar mais forte que eu já tive a honra de presenciar. Viva are da pantomima.

3. Laura Brown de As Horas

A mulher que exala dor e tristeza, a mulher que teve a coragem de abandonar a própria família para ir em busca de si mesma, a mulher que voltou na velhice quando o filho morreu, a mulher que pode ser chamada de vítima. Vítima de quem? Ou de que? Vítima da vida. A mulher que teve a coragem de fazer o que todos nós não temos, a mulher que arriscou todas as suas fichas em algo que nem conhecia, o resultado não importa, o que importa é que ela teve mais coragem.

4. Jim Kurring de Magnólia

O personagem mais sensato e centrado desse turbiçhão de personagens, o policial interpretado pelo sempre ótimo John C. Reilly é o único personagem que parece ter os pés no chão e age com extrema racionalidade, e sabe como ninguém entender outro ser humano e perdoá-lo, coisa que as vezes nem nós mesmos conseguimos fazer.
5. Achim de Tempestade de verão
O jovem que num acampamento de verão numa competição de remadores, descobre que está apaixonado, e não é por uma garota, é pelo melhor amigo de infância, apartir daí desencadeiam milhões de sentimentos de descobertas como uma verdadeira tempestade que ele tem que enfrentar. A descoberta da homossexualidade e a chegada do amadurecimento são contornados com cores e imagens tristes, sobre a dor de descobrir quem você realmente é, e a forma como seguir em frente, sem ter ideia do que fazer.
6. Clementine kruczynski
Forte, impulsiva, extrevagante, egocêntrica, são umas das qualidades que podem resumir Clementine kruczynski, que tem amo incondicional pela vida, desesperada para viver bons momentos, conhecer novas pessoas e viver diferente situações, o cabelo camaleônico, a jaqueta laranja são apenas pequenos motivos para a moça fugir da sua insegurança e de seus medos. Na verdade, todas essas coisas que caracterizam Clementine e que a torna diferente das outras pessoas é só uma forma de canalizar toda a sua insegurança, ela acha que com roupas coloridas e seu jeito impulsivo de ser as pessoas não vão enxergar o quanto ela é insegura e medrosa.
7. Greta de O Tempo de cada um
Greta, interpretada por Parker Posey, é uma mulher ambiciosa porém se culpa por isso, casada com um homem calmo, pacífico e que não tem ambição nenhuma na vida, a personagem o usa como uma válvula de escape para os seus demônios interiores, ela acha que casada com um homem diferente dela vai neutralizar a sua ambição pela vida, e vai impossibilitá-la de ser como o seu pai, mas quando a moça é promovida na editora que trabalha e começa a ter sucesso, sua personalidade forte vem a tona, e percebe que não pode ficar casada com alguém que não tem os mesmos sonhos que ela.

8. Sue Lynne de Um beijo roubado

Rachel Weisz faz uma pequena, porém inesquecível participação nesse filme de Wong Kar Wai como a triste e amarga Sue lynne, mulher de um policial bêbado. Os dois simplesmente se odeiam (será?), ele chega a apontar uma arma para a moça por não aceitar a separação, ela o maltrata de todas as formas, mas quando o destino acaba "levando" seu marido, a moça fica em prantos, e descobre o quanto realmente o amava. Os dois personagens extremamente bem defendidos por seus atores roubam as cenas em que aparecem. É incrível ver o quanto as pessoas podem odiar e se amar ao mesmo tempo.

9. Brione Tallis de Desejo e Reparação

A personagem do livro Reparação que foi recentemente adaptado para as telonas pelo diretor Joe Wright, é o centro de um grande engano que arruinou duas vidas, a personagem além de ter uma forte cargar dramática é dividida em três momentos, ecomo a culpa, dor e arrependimento afetaram a moça desde a infância até a velhice, foi interpretada por três atrizes diferentes (Saoirse Ronan, Romola Garai e Vanessa Redgrave, respectivamente). Uma personagem interessante de se estudar e ver como pequenos momentos da vida podem afetar vidas inteiras.

10. Alice Ayres de Closer - Perto Demais

A personagem interpretada pela indicada ao Oscar Natalie Portman é o arco forte do filme, cruzando com outros três personagens, a sua se destava pela ousadia, determinação e forte sensualidade, a personagem que conta com uma mistura competente de beleza e inteligência.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008



É com muita alegria e satisfação que damos continuidade a este genial prêmio que reconhece o nosso valor como blogueiros. O Sobre Cinema e Lobos agradece imensamente o amigo Kauê do excepcional cinefilnado, que nos indicou ao Dardos. Indicaremos alguns blogs que mais visitamos por apresentarem os melhores conteúdos. É provável que eu repita algum blog já indicado, mas vamos lá:
*Com meu smoke e minha gravata azul e com minha voz elegante, agradeço o prêmio à lá Hitchcock*: Thank you".

sábado, 27 de setembro de 2008

Créditos iniciais: Come here – Kath Bloom
Acordando: Don´t let me get me - Pink
Primeiro dia de aula: Falling Down – Scareltt Johansson
Se apaixonando: Good Woman – Cat Power
Música da briga: Flames – The Vast
Terminando tudo: Here without you – Three Doors Down
Aproveitando a vida: Running – Nou Doubt
Formatura: Encontros e Despedidas – Maria Rita
Caindo aos pedaços: I found a reason – Cat Power
Dirigindo: I´ll Love till the end – The Pogues
Flashback: Unchained Melody – Righteous Brothers
Reatando o namoro: The Greatest – Cat Power
Casamento: Delicate – Damien Rice
A véspera da Guerra: The Poet Acts – Philip Glass
Batalha Final: Nara – E.S. Posthumus
Momento de Triunfo: Come on – Bem Jelen
Cena da morte: Pan´s Labyrinth – Pan´s Labyrinth
Créditos Finais: Personal Velocity – Michael Rohartyn

domingo, 21 de setembro de 2008

As 10 mais feias de Hollywood (Não aconselhável para pessoas cardíacas)

10. Pamela Anderson não podia faltar na lista das aberrações da natureza
9. America Ferrera, a feia mais feia, direto da TV para o cinema, depois pro cemitério

8. Kirsten Dunst e sua cara de sonsa


7. Katie Holmes e sua cara de placenta comida

6. Christina Ricci e sua cara de feia desesperada querendo ser sexy

5. Sandra Oh e sua cara de oriental psicótica

4. Samantha Morton e sua cara de palito de fósforo

3. Heather Matarazzo e sua cara de desprezo por nunca oferecerem papel principal

2. Shelley Duvall e sua cara de "meu Deus, isso é um machado?"

1. Renée Zellweger e sua inconfundível cara de quem acabou de acordar depois de uma noitada de vitamina de silicone
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Sobre Cinema e Lobos

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"Se você não vive a própria vida, não é como se vivesse outra vida, é como se não vivesse nenhuma."