quarta-feira, 1 de outubro de 2008



É com muita alegria e satisfação que damos continuidade a este genial prêmio que reconhece o nosso valor como blogueiros. O Sobre Cinema e Lobos agradece imensamente o amigo Kauê do excepcional cinefilnado, que nos indicou ao Dardos. Indicaremos alguns blogs que mais visitamos por apresentarem os melhores conteúdos. É provável que eu repita algum blog já indicado, mas vamos lá:
*Com meu smoke e minha gravata azul e com minha voz elegante, agradeço o prêmio à lá Hitchcock*: Thank you".

sábado, 27 de setembro de 2008

Créditos iniciais: Come here – Kath Bloom
Acordando: Don´t let me get me - Pink
Primeiro dia de aula: Falling Down – Scareltt Johansson
Se apaixonando: Good Woman – Cat Power
Música da briga: Flames – The Vast
Terminando tudo: Here without you – Three Doors Down
Aproveitando a vida: Running – Nou Doubt
Formatura: Encontros e Despedidas – Maria Rita
Caindo aos pedaços: I found a reason – Cat Power
Dirigindo: I´ll Love till the end – The Pogues
Flashback: Unchained Melody – Righteous Brothers
Reatando o namoro: The Greatest – Cat Power
Casamento: Delicate – Damien Rice
A véspera da Guerra: The Poet Acts – Philip Glass
Batalha Final: Nara – E.S. Posthumus
Momento de Triunfo: Come on – Bem Jelen
Cena da morte: Pan´s Labyrinth – Pan´s Labyrinth
Créditos Finais: Personal Velocity – Michael Rohartyn

domingo, 21 de setembro de 2008

As 10 mais feias de Hollywood (Não aconselhável para pessoas cardíacas)

10. Pamela Anderson não podia faltar na lista das aberrações da natureza
9. America Ferrera, a feia mais feia, direto da TV para o cinema, depois pro cemitério

8. Kirsten Dunst e sua cara de sonsa


7. Katie Holmes e sua cara de placenta comida

6. Christina Ricci e sua cara de feia desesperada querendo ser sexy

5. Sandra Oh e sua cara de oriental psicótica

4. Samantha Morton e sua cara de palito de fósforo

3. Heather Matarazzo e sua cara de desprezo por nunca oferecerem papel principal

2. Shelley Duvall e sua cara de "meu Deus, isso é um machado?"

1. Renée Zellweger e sua inconfundível cara de quem acabou de acordar depois de uma noitada de vitamina de silicone

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

As mais belas mulheres do planeta

10. Mary Louise Parker, estrela da série Weeds, vencedora do Globo de Ouro, e estrela do Tele - Filme Angels in America.
9. Naomi Watts, uma indicação ao Oscar, estrela de Senhores do Crime, 21 Gramas e Ellie Parker.
8. Julianne Moore, uma das atrizes mais simpáticas e badaladas do cinema.

7. Parker Posey, estrela da figura independentes, de filmes como Broken English, Party Girl e O Tempo de Cada um.
6. Kate Winslet, indicada 5 Oscars, estrela de Titanic e Brilho Eterno de uma mente sem lembranças.
5. Jennifer Connelly, vencedora do Oscar, estrela de Uma mente brilhante, Pecados Íntimos e Diamante de Sangue.
4. Emily Blunt, britânica estrela de filmes como O Diabo veste Prada e Meu amor de verão e do recente The Young Victória.
3. Amy Adams, estrela do independente Retratos de Família e do filme da Disney, Encantada.

2. Rose Byrne, estrela do europeu A Deusa de 1967, pelo qual levou o Volpi Cup no Festival de Veneza e da série Damages.
1. Alicja Bachleda-Curus, estrela do filme alemão Tempestade de verão e do filme americano Desaparecidas, com Kevin Kline.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fim de caso (The End of the Affair, 1999)


De vez em quando surgem filmes de romance que nos conquistam, mas existem duas formas de fazer um filme de romance para conquistar o público: 1) Usar de voltas e revoltas na narrativa para fazer o público se emocionar, como Diário de uma Paixão, Titanic e tantos outros. 2) Usar a simplicidade de contar uma história triste, de amor, como As Pontes de Madison, Antes do Amanhecer e Fim de caso.

Numa noite chuvosa de 1946, o novelista Maurice Bendrix (Ralph Fiennes) encontra Henry Miles (Stephen Rea), marido de sua ex-amante Sarah (Julianne Moore). Maurice e Sarah tiveram um tórrido caso dois anos antes, até que, sem qualquer explicação, Sarah terminou o romance. O encontro com Henry reacende a obsessão de Maurice por Sarah, num misto de ciúme e desejo em reencontrá-la. Para tanto, começa uma investigação, para poder entender o porquê do rompimento do romance entre os dois.

Ao usar truques de narrativa interessante o roteirista e diretor do filme Neil Jordan, conquista o público mesmo é com a simplicidade da história, é apenas uma história triste de amor impossível, é um filme sobre ódio, culpa, dor, e principalmente, escolhas. Poucos filmes emocionaram tanto quando esse, a veracidade dos diálogos jamais soam como algo falso, superficial. Neil Jordan trabalha com montagem não-linear, opta por uma ordem não cronológica, e usa truques que outros filmes já usaram, o de ver a mesma cena várias vezes mudando apenas o ponto de vista, de acordo com cada personagem, truque já usado em Elefante, e no recente Desejo e Reparação, montagem muito peculiar essa.

Sobre o elenco, Julianne Moore, como sempre competente, exerce uma personagem amargurada e ao mesmo tempo corajosa, correndo desesperada atrás de sua felicidade, passeando por vários sentimentos como medo, amor, dúvida, é sempre bom ver o trabalho minimalista dessa atriz, que a cada trabalho muda, ela não engorda ou emagrace, mas muda, a forma de andar, a voz (é impressionante o trabalho de voz de Julianne Moore), não é a toa que tem o reconhecimento que tem, é porque merece. Agora chegando ao ponto surpreendente do elenco, Ralph Fiennes, contracenando ao lado de Moore, mas não é ela quem chama a atenção, é Fiennes, estabelecendo Maurice como um sujeito dúbio, em certo momento do filme ele pede á Sarah: “Por favor, não vá”, até então o personagem não sabe que ao ir embora, Sarah o estará deixando para sempre, mas Fiennes estabelece um jogo dúbio com o expectador, falando como se já soubesse que provavelmente não veria mais sua amante. É bom quando o ator estabelece esse jogo de ambigüidade ao expectador, permitindo várias interpretações daquilo, e ao dizer “Por favor, não vá”, poucas vezes vimos tamanho desespero e amor sem o ator sequer piscar os olhos, acredito que só vi esse tipo de cena uma vez, em Sleepers – Vingança Adormecida, quando Dustin Hoffman ameaça outro personagem sem sequer olhar para ele. Tenho certeza de que se Ralph Fiennes fosse indicado ao Oscar, essa seria sua cena exibida, e com méritos. Por último, Stephen Rea, competente no que lhe é proporcionado, apesar de seu personagem não ser bem desenvolvido pelo roteiro e não ter a importância que merecia e podia, ele se sai bem como o desiludido Henry Miles.

A trilha de de Michael Nyman, o mesmo do ótimo O piano, é excelente, comovente e triste. A fotográfica é ótima, desde as cenas de bombas perto do apartamento de Maurice aos enquadramentos de quando os dois estão junto, quando Maurice e Sarah se beijam na chuva.

Só tem uma palavra que pode resumir Fim de caso: antológico. Daqui a 10 ou 20 anos, quando se falar em filmes de romance, não só As Pontes de Madison ou Antes do Amanhecer serão citados, mas Fim de Caso também estará nessa lista. Um filme inesquecível.
NOTA: 7,5

domingo, 20 de julho de 2008

Ghost World - Aprendendo a viver (Ghost World, 2001)


Todos nós na adolescência passamos pela fase cão, a fase de rebeldia, de raiva, com os nervos (e hormônios) em ebulição que achamos que somos do mundo, podemos transformá-lo em lugar melhor (ou pior), começamos a julgar as pessoas como queremos. Passamos por essa fase, não? Em Ghost World somos apresentados a icônica e inesquecível Enid.

Enid (Thora Birch) e Rebecca (Scarlett Johansson) são duas adolescentes recém-saídas do segundo grau que começam a enfrentar as incertezas da existência. Planejam um futuro, cheio de possibilidades, em que serão sempre amigas, mas logo percebem que a realidade da vida adulta é bem diferente do que imaginavam. Rebecca trabalha em um café, recebendo um salário baixo que ela espera que um dia vá ajudá-la a pagar o aluguel de um sonhado apartamento. Enid por sua vez frustra-se em seu curso de artes, no qual é esnobada por uma professora arrogante e por colegas pretensiosos. Mas é nesse ambiente que conhece Josh (Brad Renfro), um rapaz diferente que ela considera "a única pessoa decente no mundo".

Ghost World nada mais é, do que um filme que fala sobre a chegada da maturidade e as experiências que passamos para chegar até lá. Baseado de uma HQ, o filme tem roteiro de Terry Zwigoff, que é muito bem escrito por sinal, acompanhamos as aventuras e desventuras de uma personagem nada convencional, à medida que a projeção avança a qualidade só aumenta conforme a maturidade de Enid acompanhamos sua guerra com o resto do mundo, o seu mau humor, de forma interessante, é dramático, é cômico, é a vida de Enid no centro de tudo, e sua busca desesperada por algum sentido em sua vida. Um roteiro que passeia entre o drama, a comédia e o anti-convencionalismo. Com personagens maravilhosos.

A melhor parte ainda está por vir, a performance de Thora Birch, ainda na década de 90 ela foi revelada no clássico da Disney, Abracadabra, Ghost World se torna o seu triunfo, o filme pelo qual concorreu ao Globo de Ouro de Atriz Comédia/Musical e ganhou o Acting Prize no Festival de Deauville, ela compõe um Enid inesquecível, que depreza, maltrata e é capaz de conquistar seu público, suas peculiaridades como o cabelo verde, a forma como se veste, a forma como anda, como se nada no mundo importasse e como se desprezasse qualquer coisa capaz de se movimentar, falar ou respirar, é a terceira guerra mundial, Enid VS. Mundo, um trabalho inspirado de uma atriz injustamente esquecida. Scarlett Johansson apesar de estar regularmente boa, se deixa ofusca pelo excelente desempenho trabalho de sua colega, mas sua personagem não tem tanto desenvolvimento ou carga dramática para revelá-la. Steve Buscemi faz o elo “mais velho” do filme, criando um sujeito quase que bobalhão capaz de se apaixonar por uma jovem que deu mais atenção a sua coleção de LP´S antigos.

Portanto, esqueçam a baboseira lançada em 2008 que virou moda, Juno, Ghost World é o que há, é o filme sobre adolescência e maturidade, e a perigosa conseqüência que essa mistura pode causar.
NOTA: 7,5

terça-feira, 4 de março de 2008

Elefante (Elephant, 2003)


Dirigido pelo comentado e polêmico diretor Gus Van Sant, Elefante não é um filme de fácil digestão, não é um filme fácil de assistido e compreendido. Taxado de chato, monótono até mesmo prepotente o filme é aquele tipo: ame-o ou odeio-o. Escolha o seu lado.

Um dia aparentemente comum na vida de um grupo de adolescentes, todos estudantes de uma escola secundária de Portland, no estado de Oregon, interior dos Estados Unidos. Enquanto a maior parte está engajada em atividades cotidianas, dois alunos esperam, em casa, a chegada de uma metralhadora semi-automática, com altíssima precisão e poder de fogo. Munidos de um arsenal de outras armas que vinham colecionando, os dois partem para a escola, onde serão protagonistas de uma grande tragédia.

Gus Van Sant tem aqui o estudo do adolescente, objeto que ele adora retratar em seus filmes, visto em Últimos Dias, Gênio Indomável e no recente Paranoid Park. Ele trata de um assunto polêmico nos EUA, mas jamais ele coloca a chacina de Columbine High School em primeiro plano, aliás a chacina é apenas coadjuvante (talvez seja por isso o fato de muitas pessoas odiarem o filme), ele quer estudar o adolescente em sua natureza, narrando o que parecia ser um dia normal num ordinário colégio público com alunos namorando, paquerando, conversando, rindo, fazendo trabalhos e etc; e de fato, ninguém do elenco é ator, são apenas alunos normais e muitas conversas ali (como a do refeitório) não são cenas criadas, são cenas verdadeiras, tudo isso acontece antes da terrível tragédia.

Mas o destaque do filme é a montagem não-linear que Van Sant emprega com muita competência durante a projeção, podemos ver determinada cena várias vezes, mas de diferentes pontos de vista, de diferentes ângulos e formas, mas o incrível que é o filme todo foi feito em plano-sequência (planos sem cortes), dando um trabalho imenso a equipe técnica, de enquadramento e aos atores, de posição. Os planos-sequência, só por eles já garantem a genialidade do filme, somados a trilha sonora de Beethoven, tudo soa mais poético.

O filme é de direção, ninguém ali tem tanto destaque quanto Gus Van Sant, por ser ousado e competente na premissa. Ele quer justificar o que leva dois adolescente a entrar numa escola e matar amigos e professores, está tudo ali, a violência gratuita (como a cena em que ele filma insistentemente um jogo de videogame violento ou na cena em que eles recebem sua primeira arma em casa), o sexo, o esteriótipo do adolescente, para alguns essas cenas soam descartáveis, mas são completamente relevantes ao filme, como justificativa, mas o maior disso se deve ao distúrbio mental dos dois, por serem alunos esquecidos, sem amigos e com transtornos psicóticos. Van Sant acompanha sempre seus atores por trás, como se ele quisesse nos colocar no lugar de expectadores (o que somos), como se estivéssemos expiando aquelas pessoas, sempre. Tudo em Elefante, é bem criado, montado e elaborado, até mesmo uma cena do enquadramento do céu por alguns segundos, como metáfora, indicando que tudo ali vai piorar, assim como o céu que está escurecendo.

Desde o título do filme, Elefante, se torna um filme anti-convencional, rompendo com o tradicionalismo de narrativa. Na verdade, o nome se dá por causa de um provérbio chinês, em que vários cegos tocam em um elefante dentro de uma sala, todos descrevem a parte em que estão tocando, mas são incapazes de descrever o elefante em um todo. É como na escola, você vive com os seus amigos, colegas, professoras durante um ano inteiro, conhece alguns, mas jamais vai descobrir quem essas pessoas realmente são.

NOTA: 8,0
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Sobre Cinema e Lobos

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"Se você não vive a própria vida, não é como se vivesse outra vida, é como se não vivesse nenhuma."